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Registo Aberto de Transplantes (RAT)

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Este registo é uma iniciativa privada da 'Oficina de BioEstatística' e, como tal, responsabiliza apenas o seu autor, por todas as conclusões que possam ser disponibilizadas.

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Isenção de responsabilidades

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Todos os conteúdos disponibilizados pelo RAT devem ser usados apenas para fins de investigação e nunca para decisões clínicas relativas ao tratamento de doentes.

Embora este registo tente fornecer informação de alta qualidade, não pode oferecer nenhuma garantia quanto à precisão da mesma.

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Propósitos do RAT

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  • Recolher dados abertos de transplantação e disponibilizá-los de forma transparente e acessível a todos os interessados.

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  • Juntar dados de dadores, candidatos a transplante e doentes transplantados que permitam a pesquisa científica e consequente disseminação dos seus resultados.

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  • Realizar análises estatísticas e epidemiológicas com dados abertos de transplantação que permitam gerar conhecimento.

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  • Definir algoritmos de alocação de órgãos que garantam a equidade de acesso a um bem escasso como são os órgãos para transplante.

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  • Fornecer informação precisa, clara e transparente relativamente às actividades de transplantação em Portugal.

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  • Permitir a tomada de decisões sustentadas na evidência dos dados.

O responsável pelo RAT

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Para fazer análise de dados é necessário reunir duas valências: conhecer o “negócio” e dominar a “arte”.

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O cientista de dados, responsável pelo RAT, antes de mais, tem de saber o que é o transplante. Deve, ainda, ser capaz de gerar conhecimento sobre as condicionantes do acesso dos doentes ao transplante.

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Este responsável tem também de dominar áreas da programação (nomeadamente linguagem R), da matemática (em particular as ciências estatísticas que permitem a modelação de dados e definição de algoritmos), e de gestão de bancos de dados (fundamentalmente SQL) para extracção, transformação e leitura (processo ETL) dos dados a serem disponibilizados e/ou analisados.

Definições

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  • Dados – valores, registos, observações ou ocorrências em estado bruto. Quando apresentados numa folha de cálculo (com colunas e linhas identificadas) são designados de dados estruturados. Exemplos: a idade de um dador cadáver; o tempo de diálise de um candidato a transplante renal; o grupo sanguíneo de um doente transplantado.

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  • Informação – mensagem gerada a partir de um conjunto de dados processados. Exemplos: média de idades dum grupo de dadores cadáver; mediana do tempo de diálise até ao transplante de um grupo de candidatos em lista de espera; gráfico de barras com as frequências relativas dos grupos sanguíneos dum conjunto de doentes transplantados.

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  • Conhecimento – Disseminação da experiência obtida com a capacidade de processar um conjunto de informação. Exemplo: um artigo publicado numa revista científica.   

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  • Dados abertos – dados que possam ser acedidos, processados, reutilizados, modificados e partilhados por qualquer pessoa e para qualquer propósito sem qualquer tipo de restrições.

Só conhecendo a evolução da actividade do transplante renal em Portugal se podem tomar decisões quanto às melhores medidas que possam garantir um acesso equitativo a este tipo de tratamento.

Bruno A Lima, Helena Alves. Evolução da atividade de transplantação renal em Portugal: dados públicos de 2003 a 2015. Observações - Boletim Epidemiológico, 6(18), 2017: 24-27

Interessa também perceber qual a posição relativa de Portugal quando comparado com os restantes países da União Europeia a 28.

Bruno A Lima, Helena Alves. Atividade do transplante renal de 2003 a 2016: Portugal na União Europeia a 28. Observações - Boletim Epidemiológico, 6(19), 2017: 16-19

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